Em uma usina fotovoltaica, cada detalhe operacional impacta diretamente na performance do ativo. A geração de energia, a disponibilidade dos equipamentos, a manutenção preventiva e a resposta rápida a falhas são pontos essenciais para manter a rentabilidade do projeto.
Mas existe um fator que muitas vezes só recebe atenção quando o problema já aconteceu: a segurança da equipe que atua em campo.
Em operações de O&M, inspeções, limpezas, manutenções corretivas e intervenções técnicas, é comum que profissionais trabalhem em telhados, estruturas elevadas, passarelas, módulos inclinados ou áreas com risco de queda. Nessas situações, a NR35 deixa de ser apenas uma exigência técnica e passa a ser uma proteção direta para a usina, para o trabalhador e para a empresa contratante.
O que é a NR35 e por que ela importa em usinas fotovoltaicas?
A NR35 é a Norma Regulamentadora que estabelece requisitos mínimos e medidas de proteção para o trabalho em altura. Ela se aplica a atividades realizadas acima de 2 metros do nível inferior, quando há risco de queda, e envolve planejamento, organização e execução segura das atividades.
No contexto das usinas solares, essa norma ganha ainda mais relevância. Afinal, muitos serviços de operação e manutenção exigem acesso a estruturas elevadas ou áreas técnicas que oferecem risco aos trabalhadores.
Isso inclui, por exemplo:
· inspeção de módulos fotovoltaicos;
· limpeza de painéis solares;
· manutenção em telhados;
· verificação de estruturas de fixação;
· acesso a inversores, quadros e cabeamentos;
· correções em áreas com desnível ou risco de queda.
Ou seja: a segurança do trabalho precisa fazer parte da rotina da operação, não apenas da documentação.
O risco não termina na empresa contratada
Um erro comum é acreditar que, ao terceirizar a operação ou a manutenção da usina, toda a responsabilidade passa automaticamente para a empresa contratada.
Na prática, não é tão simples.
Quando uma empresa é contratada para atuar dentro de uma usina, especialmente em atividades com risco, o proprietário ou gestor do ativo também precisa se preocupar com a regularidade dessa operação. Caso ocorra um acidente e fique comprovado que a prestadora não seguia as normas de segurança, o dono da usina pode enfrentar consequências jurídicas, trabalhistas, financeiras e reputacionais.
Isso significa que contratar pelo menor preço, sem avaliar a estrutura técnica e documental da empresa, pode sair muito mais caro no futuro.
Segurança é parte da gestão de risco
A conformidade com a NR35 não deve ser vista apenas como uma obrigação legal. Ela é uma medida de gestão de risco.
Uma operação segura exige equipe capacitada, uso correto de EPIs, análise prévia das condições de trabalho, procedimentos claros, documentação adequada, supervisão técnica e plano de resposta para emergências.
Quando esses elementos não existem, a usina fica exposta a riscos que vão além do acidente em si. Uma ocorrência grave pode gerar paralisação da operação, investigação, passivos trabalhistas, impacto em contratos, perda de confiança de investidores e danos à imagem da marca.
Em um setor cada vez mais competitivo, proteger a reputação também é proteger o valor do ativo.
O&M fotovoltaico precisa unir performance e responsabilidade
A operação e manutenção de uma usina solar não deve ser medida apenas pela capacidade de corrigir falhas ou manter os painéis limpos. Um bom serviço de O&M também precisa garantir que cada atividade seja realizada com segurança, controle e responsabilidade técnica.
Isso inclui atuar de forma preventiva, identificar riscos antes da execução, manter registros atualizados, orientar equipes, seguir normas regulamentadoras e adotar uma rotina de trabalho que reduza a exposição do cliente a possíveis passivos.
Na prática, segurança e performance caminham juntas.
Uma usina bem operada é aquela que gera energia com eficiência, mas também reduz riscos operacionais, protege pessoas e preserva a continuidade do negócio.
A escolha da empresa contratada protege a sua usina
Antes de contratar uma empresa para realizar serviços em uma usina fotovoltaica, é fundamental avaliar mais do que preço e disponibilidade.
É preciso observar se a empresa possui equipe treinada, conhecimento técnico, documentação em conformidade, procedimentos de segurança, capacidade de planejamento e experiência em campo.
Esse cuidado é ainda mais importante quando falamos de serviços em altura, onde uma falha de processo pode resultar em consequências graves.
Ao escolher uma empresa preparada, o dono da usina reduz riscos jurídicos, trabalhistas e operacionais. Mais do que isso: demonstra compromisso com segurança, responsabilidade e gestão profissional do ativo.
Segurança também sustenta a lucratividade
Toda usina solar é um investimento. E, como qualquer investimento, precisa ser protegido.
A NR35, quando aplicada corretamente às rotinas de operação e manutenção, ajuda a evitar acidentes, reduzir passivos, manter a operação em conformidade e preservar a imagem da empresa responsável pelo ativo.
Por isso, segurança não deve ser tratada como custo. Deve ser entendida como parte da estratégia de rentabilidade.
Na Samet, o O&M fotovoltaico é conduzido com visão técnica, planejamento e responsabilidade. Porque proteger uma usina não é apenas garantir que ela continue gerando energia. É garantir que ela continue gerando valor com segurança.
Conheça as soluções da Samet para operação e manutenção de usinas fotovoltaicas com engenharia, segurança e gestão de risco.